As Meninas do Acampamento Resolvem um Mistério, Hildegard G. Frey

As Meninas do Acampamento Resolvem um Mistério: o começo do livro em inglês com tradução para o português

The Camp Fire Girls Solve a Mystery; Or, The Christmas Adventure at Carver House

Hildegard G. Frey B1

As primeiras páginas de As Meninas do Acampamento Resolvem um Mistério, de Hildegard G. Frey: o texto em inglês com a tradução para o português abaixo de cada parágrafo, cerca de 630 palavras, o mesmo que uma ou duas páginas do leitor. Leia em inglês e olhe a tradução quando precisar. O livro continua grátis no leitor, com áudio e dicionário.

Do capítulo “The Camp Fire Girls Solve a Mystery”

Katherine Adams stepped from the train at Oakwood, glanced expectantly up and down the station platform, hesitated a moment, and then, picking out a conspicuous spot under a glaring arc light, deposited her suitcase on the ground with a thump, mounted guard beside it and patiently waited for Nyoda to find her in the surging crowd.

Katherine Adams desceu do trem em Oakwood, lançou um olhar expectante ao longo da plataforma da estação, hesitou por um momento e então, escolhendo um ponto bem visível sob a luz ofuscante de um arco elétrico, depositou a mala no chão com um baque, montou guarda ao lado dela e esperou pacientemente que Nyoda a encontrasse na multidão ondulante.

It was two days before Christmas, and travel was heavy. It seemed as though the entire population of Oakland was either coming home, departing, or rushing madly up and down before the panting train in search of friends and relatives. Katherine was engulfed in a tidal wave of rapturous greetings that rolled over her from every side, as a coachful of soldiers, home for Christmas, were met and surrounded by the waiting lines of townspeople.

Faltavam dois dias para o Natal, e o movimento era intenso. Parecia que toda a população de Oakland estava chegando em casa, partindo ou correndo desvairadamente de um lado para o outro diante do trem ofegante à procura de amigos e parentes. Katherine foi envolvida por uma onda de saudações arrebatadas que rolava sobre ela de todos os lados, quando um vagão cheio de soldados, de volta para casa no Natal, foi recebido e cercado pelas filas de moradores à espera.

Katherine stood still, absorbed in watching the various reunions taking place around her, while the tidal wave gradually subsided, receding in the direction of Main Street. The principal stream had already flowed past her and the crowd was rapidly thinning out when Katherine woke to the realization that she was still unclaimed. There was no sign of Nyoda. The expectant smile faded from Katherine’s face and in its place there came a look of puzzled wonder. What had happened? Why wasn’t Nyoda there to meet her? Was there some mistake? Wasn’t this Oakwood? Had she gotten off at the wrong station, she thought in sudden panic. No, there was the sign beside the door of the green boarded station; its gilded letters gleamed down reassuringly at her. Katherine stood on one foot and pondered. Was this the day she was supposed to come? What day was it, anyway? The thick pad calendar beside the ticket seller’s window inside the station proclaimed it to be the twenty-third. All right so far; she hadn’t mixed up the date, then. She had written Nyoda that she would come on the twenty-third, on the five-forty-five train. The train had been on time. Where was Nyoda?

Katherine ficou parada, absorta em observar os diversos reencontros que aconteciam ao seu redor, enquanto a onda recuava aos poucos, afastando-se na direção da Rua Principal. A corrente principal já havia passado por ela e a multidão se dispersava rapidamente quando Katherine despertou para a realidade de que ainda ninguém viera buscá-la. Não havia sinal de Nyoda. O sorriso expectante desapareceu do rosto de Katherine e em seu lugar surgiu uma expressão de espanto perplexo. O que teria acontecido? Por que Nyoda não estava lá para recebê-la? Havia algum engano? Não era aquela Oakwood? Teria ela descido na estação errada, pensou num súbito pânico. Não, ali estava a placa ao lado da porta da estação de tábuas verdes; suas letras douradas brilhavam lá de cima, tranquilizando-a. Katherine ficou apoiada num pé só e refletiu. Seria aquele o dia em que deveria vir? Que dia era, afinal? O calendário de bloco grosso ao lado da janela do bilheteiro, dentro da estação, proclamava que era dia vinte e três. Até aí tudo bem; então ela não havia confundido a data. Tinha escrito a Nyoda que viria no dia vinte e três, no trem das cinco e quarenta e cinco. O trem chegara na hora. Onde estava Nyoda?

Katherine was assailed by a sudden doubt. Had she mailed that letter? Yes, she was certain of that. She had run out to the mail box at ten o’clock at night especially to mail it. What had gone wrong? Why wasn’t there someone to meet her?

Katherine foi tomada por uma dúvida repentina. Teria ela posto aquela carta no correio? Sim, disso tinha certeza. Correra até a caixa de correio às dez horas da noite justamente para postá-la. O que teria dado errado? Por que não havia ninguém para recebê-la?

She looked around at the walls as if expecting them to answer, and her roving eye caught sight of the lettering on a glass door opposite. The telephone! Goose! Why hadn’t she thought of that before? Of course there was some mistake responsible for Nyoda’s not meeting her, but in a moment that would be all straightened out.

Olhou em volta para as paredes como se esperasse que elas respondessem, e seu olhar errante captou as letras numa porta de vidro em frente. O telefone! Tonta! Por que não pensara nisso antes? Claro que algum engano explicava o fato de Nyoda não ter ido encontrá-la, mas em um instante tudo se esclareceria.

She sprang across to the booth and picked up the directory hanging beside the telephone. Then a queer, bewildered look came into her eyes and she stood still with the book hanging uncertainly from her fingers. She had forgotten Nyoda’s name! She twisted her brows into a pucker and made a frantic effort to recall it. No use; it was a fruitless endeavor. Where that name used to be in her mind there was now a blank space, empty and echoless as the original void. It was too ridiculous! Katherine gave a little stamp of vexation. It was not the first time a name had popped out of her mind at a critical moment. And sometimes—O horror! it didn’t come back again for days. Was there ever anything so utterly absurd as the plight in which she now found herself? She knew Nyoda’s name as well as her own. M. M. It certainly began with an M.

Ela saltou até a cabine e pegou a lista telefônica pendurada ao lado do telefone. Então um olhar estranho e perplexo lhe veio aos olhos e ela ficou parada, com o livro pendendo incerta de seus dedos. Havia esquecido o nome de Nyoda! Franzindo a testa num vinco, fez um esforço frenético para recordá-lo. Não adiantou; foi uma tentativa inútil. Onde antes aquele nome estava em sua mente havia agora um espaço em branco, vazio e sem eco como o vazio original. Era ridículo demais! Katherine deu uma pequena batida de pé, irritada. Não era a primeira vez que um nome lhe fugia da mente num momento crítico. E às vezes, ó horror!, não voltava por dias. Já se vira algo tão absurdo quanto a situação em que agora se encontrava? Conhecia o nome de Nyoda tão bem quanto o seu próprio. M. M. Certamente começava com M.

After nearly an hour’s exasperated wracking of her brains she gave it up in disgust and stalked out of the station. Not for worlds would she have confided to anyone her plight.

Depois de quase uma hora de exasperante esforço mental, desistiu com nojo e saiu da estação a passos largos. Por nada neste mundo confiaria a alguém sua situação.

Continuar lendo grátisCada frase traduzida, áudio natural, dicionário com um toque

Sobre o livro